Cientistas “ressuscitam” o lobo terrível: o primeiro animal extinto a voltar à vida com sucesso!

Um feito impressionante da biotecnologia acaba de entrar para a história da ciência: o lobo terrível, uma espécie pré-histórica que foi extinta há cerca de 12.500 anos, acaba de “renascer”.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

4/8/20254 min read

Um feito impressionante da biotecnologia acaba de entrar para a história da ciência: o lobo terrível, uma espécie pré-histórica que foi extinta há cerca de 12.500 anos, acaba de “renascer”. A empresa norte-americana Colossal Biosciences, sediada em Dallas, afirma ter criado com sucesso os três primeiros filhotes de lobo terrível, tornando-os os primeiros animais extintos a serem trazidos de volta à vida com êxito.

Mas como isso foi possível? A façanha, que parece saída de um filme de ficção científica, envolveu uma combinação de DNA antigo, clonagem e edição genética de ponta. A seguir, entenda tudo sobre esse marco científico e o que ele representa para o futuro da conservação e da biotecnologia.

O que é o lobo terrível?

Conhecido cientificamente como Aenocyon dirus, o lobo terrível foi um dos maiores predadores das Américas durante o período Pleistoceno. Maior que o lobo-cinzento moderno (Canis lupus), ele se destacava por uma cabeça mais larga, pelagem espessa e uma mandíbula extremamente forte.

A espécie ficou ainda mais popular por ter sido inspiração para os “lobos gigantes” da série Game of Thrones. No entanto, até recentemente, ele era apenas uma memória fossilizada — até agora.

O nascimento dos “novos” lobos

De acordo com Colossal Biosciences, os três filhotes de lobo terrível foram criados a partir de edições genéticas feitas em lobos-cinzentos, os parentes vivos mais próximos da espécie extinta. O processo envolveu:

  • Sequenciamento do DNA de fósseis de lobo terrível — um dente de 13 mil anos e um crânio de 72 mil anos.

  • Comparação genética com canídeos modernos, como lobos, chacais e raposas.

  • Edição de genes específicos responsáveis por características como pelagem longa, coloração branca e porte físico mais robusto.

  • Clonagem de células modificadas, que foram inseridas em óvulos de doadoras e gestadas por cadelas domésticas de grande porte, escolhidas como mães de aluguel.

O resultado? Três filhotes saudáveis — dois machos nascidos em 1º de outubro de 2024 e uma fêmea nascida em 30 de janeiro de 2025.

Onde vivem os filhotes de lobo terrível?

Atualmente, os animais vivem em um terreno privado de 800 hectares, cujo local não foi revelado, mas que conta com cercas de 3 metros de altura, vigilância por drones e monitoramento por câmeras 24 horas. O espaço é certificado pela American Humane Society e registrado junto ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, garantindo condições adequadas de bem-estar animal.

Mas… eles são mesmo lobos terríveis?

Essa é uma das questões que já está gerando debate na comunidade científica. Segundo o professor Love Dalén, especialista em genômica evolutiva e conselheiro da Colossal, os filhotes possuem um genoma que é 99,9% igual ao de um lobo-cinzento. Contudo, os genes que foram modificados conferem a eles uma aparência muito próxima do fenótipo do lobo terrível, ou seja, das suas características físicas observáveis.

“Eles carregam genes do lobo terrível e se parecem mais com ele do que qualquer outro animal que vimos nos últimos 13 mil anos. Isso é, no mínimo, extraordinário”, afirma Dalén.

E os planos não param por aí

A Colossal Biosciences já havia anunciado anteriormente projetos ambiciosos de “desextinção” de outros animais emblemáticos, como o mamute-lanoso, o dodô e o tigre-da-tasmânia. Desde sua fundação em 2021, a empresa já arrecadou mais de US$ 435 milhões em investimentos.

A expectativa é que os primeiros filhotes de mamute estejam prontos até 2028, segundo previsões atualizadas.

Aplicações práticas: mais do que um experimento

Apesar das críticas que rondam o tema da desextinção — como o alto custo e os riscos éticos —, os cientistas da Colossal argumentam que as tecnologias desenvolvidas também têm usos imediatos na conservação de espécies ameaçadas.

Um exemplo citado pela empresa foi a clonagem de duas ninhadas de lobos vermelhos, uma das espécies de lobos mais ameaçadas do planeta, utilizando uma técnica de clonagem menos invasiva, desenvolvida durante os estudos com o lobo terrível.

E os dilemas éticos?

Há uma divisão de opiniões sobre os impactos desses projetos. Críticos questionam se é justificável investir milhões de dólares na recriação de espécies extintas, quando há tantas espécies vivas lutando contra a extinção hoje.

O professor Christopher Preston, filósofo ambiental da Universidade de Montana, destaca que a Colossal está demonstrando responsabilidade, considerando o bem-estar dos animais e possíveis consequências genéticas. No entanto, ele ressalta um ponto fundamental: qual será o papel ecológico desses animais ressuscitados?

“É difícil imaginar que lobos terríveis um dia sejam soltos na natureza e assumam um papel ecológico ativo. Ainda lutamos para manter populações saudáveis de lobos-cinzentos em lugares como Montana. Precisamos refletir sobre o propósito desses novos animais”, comenta.

O futuro da desextinção

A recriação dos lobos terríveis marca um divisor de águas na biotecnologia e na ciência da conservação. Apesar das controvérsias, é inegável que a Colossal Biosciences conseguiu o que antes parecia impossível: trazer de volta uma criatura que não caminhava sobre a Terra há mais de 12 mil anos.

O que virá a seguir? Mamutes caminhando pela Sibéria? Tigres-da-Tasmânia saltando pela Austrália novamente? O tempo dirá.

E você, o que acha da desextinção? Uma esperança para o futuro ou um risco que não deveríamos correr? Deixe sua opinião nos comentários!

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